José João Chaveiro Coelho é técnico-admnistrativo. Nasceu em 17 de Junho de 1994, em Évora, tal como, quase todos os jovens da sua geração. Nesse tempo já não se nascia em casa.
Frequentou a escola primária de Igrejinha até à 4ª classe, prosseguindo depois o seu ciclo de estudos na Vila de Arraiolos, até ao 12º ano. Licenciou-se em Línguas e Literatura Portuguesa na Universidade de Évora onde hoje é Mestrando de Sociologia (vertente Desenvolvimento Regional) .
Residiu sempre em Igrejinha, mesmo estudando fora. Já fez programas de rádio, foi colaborador da Radio Telefonia de Évora e desde cedo que nutre particular apetência para a escrita e uma paixão intensa pela língua portuguesa.
O seu primeiro contato com as décimas, ocorreu na escola primária, quando frequentava a 3ª classe, através de uma professora que fomentou as décimas na escola, levando até lá o Sr. Genésio, que ainda hoje considera como seu mentor, para falar do tema. “Foi aí que nasceu o bichinho” refere sorridente.
Assistiu, pela primeira vez, à prática de dizer décimas à Srª da Consolação, quando tinha 8 anos de idade (em 2002)
Em 4 de Setembro de 2003, foi dizer décimas pela primeira vez, na Festa, ainda perante o pendão. Foram umas décimas de 40 pontos (versos) feitas pelo Sr. Genésio e não mais parou desde então. Com o passar dos anos foi aprendendo a construir ele próprio, as suas décimas, inspirando-se nalguns decimeiros de referência com quem foi aprendendo, para além do Sr. Genésio Pontes. Nomeadamente serviram de inspiração também o “Barriga Verde”, o “Cabaçinho” e o António Jacinto. Bebeu um pouco de todos eles ao ponto de hoje conseguir identificar as décimas feitas por estes para outros dizerem. O José gosta de participar nas Festas, principalmente na componente sagrada onde inclui as décimas e a procissão. Católico, crente, reconhece que também já fez pedidos à Santa. Participa, movido pela fé, e gosta que o ouçam naquele momento, sempre solene, sempre envolto de uma grande emoção. “A emoção está sempre presente”.
Quanto ao futuro, das seculares décimas, o José diz que na sua opinião, as décimas atravessam uma mudança de paradigma, mas há que salvaguardar as características tradicionais desta “entidade decimeira” nomeadamente no que tem a ver com o fato de cada décima ter de terminar com o verso “Senhora da Consolação” e respeitando o esquema rimático original em que o 1º verso rima com o 4º e o 5º. O 2º rima com o 3º. O 6º e o 7º rimam acabam em “ão” e o 8º e 9º rimam entre si também.