Décima à Senhora da Consolação
1987
VisualizarFixou-se na Igrejinha aos 4 anos de idade. Entrou para a escola primária, com 7 anos, conforme o previsto na lei, naquela altura. Porém em pouco mais de uma semana foi admitido na 2ª classe. Isto porque dos 5 aos 7 anos de idade, ele e outros miúdos da sua geração, ficavam em casa duma professora primária aposentada que ali vivia, enquanto as mães iam para o campo trabalhar, o que lhe deu vantagem.
Completou o ciclo de estudos com 10 anos de idade e terminadas as aulas começou a trabalhar. Foi guardar ovelhas, na Herdade do Cabido, ali perto. Mais tarde tornou-se metalúrgico na empresa “Cidade & Irmão” em Arraiolos. Após a falência daquela empresa, instala-se numa taberna, também em Arraiolos , onde esteve 8 anos. “Era preciso fazer pela vida, nem que fosse atrás do balcão de uma taberna”. Em 1990 o seu filho foi trabalhar para o Algarve e por arrasto o pai juntar-se-ia a ele passado algum tempo. Estabeleceu-se com um Snack-Bar, onde esteve 8 anos, até se reformar, altura em que regressou a Igrejinha.
Fez o serviço militar em Elvas, onde ingressou em 1964. Deu instrução e passou por vários quartéis de Norte ao Sul de Portugal. Viria a fixar-se algum tempo em Tomar, onde por várias vezes, o seu nome constou da lista de mobilizados. Porém aquele não era o seu quartel de raiz, estava lá como adido proveniente da Escola Prática de Santarém e por isso acabou sempre desmobilizado.
Foi precisamente com o tema da guerra que pela primeira vez participou, como decimeiro, nas Festas em honra da Srª da Consolação. Tal como outros rapazes da sua mocidade que temiam ir para a guerra colonial, foi pedir para a guerra acabar! Recorda que nesse tempo era “arrepiante” para as mães dos soldados que já lá estavam. Para fazer as décimas, ao início, teve ajuda de um tio, com quem se correspondia por carta e que mediante o tema apontado pelo sobrinho, depois as redigia. Jacinto Baixinho diz que depois lhe dava um “jeitinho” também.
É participante assíduo, como decimeiro, nas Festas. Com quadras, agora, feitas por si, mas respeitando as regras que o tio lhe ensinara, isto porque agora há ali (nas Festas) supostas “décimas que nem 10 versos têm, o que não pode ser. Aquilo tem que bater”.
Recorda-se das Festas e dos decimeiros, desde os seus 12/13 anos (1955/1956) inclusivamente recorda-se de uma mulher decimeira que era participante regular, como outros de que são exemplo o Faustino Chaveiro, o Francisco Freixel, o António Jacinto Chaveiro e até do João Paiva a quem ás vezes tinha de se apagar o candeeiro a petróleo, porque ele não se calava. É que entre cada décima, é lançado um foguete, e ficava muito caro. Jacinto Baixinho, integrou a Comissão de Festas durante 9 anos e respeita profundamente quer a Santa quer a própria igreja. É católico!
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