Francisco José Carrasqueira Fonseca, nasceu em Igrejinha em 4 de Fevereiro de 1958. Vive ao lado da casa onde nasceu.
A sua instrução primária foi feita com um professor, que residia na Igrejinha e que posteriormente o preparou, também, para o ciclo preparatório. Tendo-se submetido, posteriormente, a exame, como externo, para obtenção do diploma . Consequentemente viria a frequentar a Escola Cunha Rivara em Arraiolos e termina o seu percurso escolar na Escola Industrial e Comercial de Évora (atual Escola Secundária Gabriel Pereira) onde ingressou no Curso Complementar de Formação de Serralheiros, mas devido a alterações nos programas curriculares viria a sair com formação especializada em Mecanotecnia.
Entre mudanças de Escola e de Curso, ingressa aos 13 anos de idade na Cooperativa Hortícola do Divôr, mais conhecida por Fábrica do Tomate, em Igrejinha. Viria a frequentar, à noite, o Curso de Construção Civil, na Escola Industrial em Évora.
Em 1980, assume funções na Direção Regional de Agricultura do Alentejo, como desenhador de cartografia, onde viria a conhecer a mulher com quem casou em 8 de Junho de 1985. Trabalhou até ao fim da sua carreira, como funcionário publico, reformando-se na estrutura do Instituto de Conservação da Natureza.
Desde os seus 6-7 anos que tem memória das Festas e recorda o tempo em que as famílias levavam as cadeiras de casa, para assistir às décimas, pois como não havia inscrições prévias, nunca se sabia quanto tempo ia demorar. Lembra-se das barraquinhas, feitas com eucaliptos que se iam buscar ao campo, dos taberneiros que asseguravam o funcionamento do bar, e do apregoamento das décimas.
Na década de 80 do Séc. XX, Francisco integrou a Comissão de Festas, depois de um período em que, logo a seguir ao 25 de Abril ter havido uma paragem das Festas que “foram recuperadas por um grupo de rapazes que vieram do Ultramar e mais algumas pessoas”
A primeira vez que foi dizer décimas teria entre 18 a 20 anos de idade, mas não foi ele quem as escreveu. “Foi o Senhor Varela, colega da Cooperativa quem as escreveu para eu dizer”. Atualmente gosta de ouvir as décimas da Silvia, pelos temas que aborda e também das décimas do Saragoça, pela arte com que são feitas. Mas recorda as qualidades do repentista “Barriga Verde” e do Freixiel que, era um ás também.
O Francisco Fonseca é participante regular na Noite das Décimas e muito raramente falha. O seu amor pela poesia popular levou-o a publicar, em 2014, o livro A minha Janela.