Antónia Rebocho

Nome Completo

Antónia Maria Ribeiro Pedro Rebocho

Nascimento

25/04/1960

Local de Nascimento

Rua de Évora, Igrejinha, Arraiolos

Local de Residência

Estoril, Cascais

Antónia Maria Ribeiro Pedro Rebocho nasceu na Rua de Évora em Igrejinha, onde iniciou o seu ciclo de estudos na escola primária local. Dali seguiu para Évora, como era normal, naquela época para continuar os estudos. Frequentou o Liceu (Escola André de Gouveia) e passou pelas outras escolas da cidade, nomeadamente a Escola Gabriel Pereira e a Escola Severim de Faria. “Íamos e vínhamos todos os dias na camioneta da carreira” relembra.

Terminados os estudos e não havendo condições financeiras, naquela época para ingressar no ensino superior, fica a residir em Igrejinha e foi trabalhar para a Casa do Povo, onde esteve 4 anos. Casou e entretanto, resultado de um concurso publico foi colocada em Lisboa. Entre os 26 e os 27 anos fixa-se em Lisboa, mas sem nunca perder a ligação à sua terra natal. Atualmente reside no Estoril, concelho de Cascais, desenvolve atividade profissional na área da contabilidade num organismo da administração publica. Considera-se católica não praticante.

Antónia é de uma geração mais contemporânea do que outros dos tradicionais decimeiros que nasceram na década de 30, do Séc. XX. Viveu e cresceu perto do Largo da Igreja que ela e outras crianças como ela, utilizavam como o “seu parque infantil” naturalmente sem as configurações dos parques de hoje. Dessa relação com o Largo da Igreja, enquanto espaço de sociabilização, nasceu a sua aproximação e participação nesse ponto alto das Festas à Senhora da Consolação que é o dizer das décimas.

Desde pequenina que tinha por hábito, assistir, sempre, ao desfilar de décimas e decimeiros que participavam na Festa, ora pedindo, ora agradecendo à Santa, ora elogiando ou apenas como ato de devoção. Foi crescendo e continuou espetadora assídua daquela prática e sempre que o fazia, ganhava uma vontade instantânea em também escrever umas décimas e participar naquele ato tão enraizado na população local.

Veio a participar pela primeira vez como decimeira no ano de 2018. Motivada pela afilhada, que havia feito essa promessa à santa, como forma de agradecimento da recuperação do estado clínico do seu pai, primo da Antónia, numa altura em que o mesmo enfrentou alguns problemas de saúde que foram ultrapassados. Prática esta, de agradecimento, muito comum na localidade.

Antónia Rebocho, perante a solicitação de Silvia, sua afilhada, que a procurou em auxílio, por causa das décimas, de imediato se prontificou a ajudá-la, vendo ali a possibilidade de também ela própria se predispor a ir dizer umas décimas, como desde então fazem até aos dias de hoje.  E foi então que numa tarde de Agosto, após o almoço, Antónia se dedicou à escrita de décimas com o propósito de ir agradecer a recuperação de seu primo, acompanhando a sua afilhada.

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